Aqui é o ponto de encontro de todos os que gostam de ler, de falar de livros, de ilustrar as passagens preferidas, de partilhar leituras…
Vamos conversar?
Neste espaço, podemos partilhar com os outros as nossas opiniões sobre livros/textos que apreciamos, leituras que adoramos e, também, conhecer novos livros interessantes. Leste um livro interessante? Então, fala-nos um pouco dele. Vem até aqui, ao nosso PONTO de ENCONTRO, um espaço que gostaríamos que fosse verdadeiramente NOSSO, de toda a Comunidade Educativa.
“Ler é sonhar pela mão de outrem.” Fernando Pessoa
publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Domingo, 10 Junho , 2012, 17:02

Há já algum tempo que ouvimos, com alguma constância, falar de “bullying”. Esta palavra, sem uma tradução correta para a nossa língua pátria, refere-se a todo o tipo de comportamento agressivo que ocorre sem uma razão aparente, com o objetivo de intimidar, troçar ou agredir outro indivíduo e perpassa a sociedade, afetando em especial as escolas.

Na realidade, é constante vermos e ouvirmos notícias sobre o “bullying”. Diz-se que nas escolas há, cada vez mais, situações de violência: agressões físicas e psicológicas, como o insulto, a provocação ou a marginalização e a xenofobia, sendo, tudo isto, uma realidade com maior risco num contexto de maiores pressões económicas e sociais. Assim, quantas crianças e adolescentes não são insultadas, agredidas ou excluídas pelos seus pares? E quantos professores não são atormentados por alunos que desafiam a sua autoridade com manifesto desrespeito pela sua autoridade e pela aprendizagem (a sua e a dos outros)?

Esta violência é exercida como uma demonstração de poder, tanto por rapazes como por raparigas, ainda que eles e elas apresentem alguns comportamentos distintos. Os rapazes usam a provocação repetida e a agressão física e psicológica. As raparigas tendem a recorrer a formas mais dissimuladas: lançam rumores, agridem verbalmente e manipulam. Portanto, troçar, ridicularizar, chamar nomes, dizer mentiras, espalhar boatos, fazer comentários e gestos ordinários, excluir das atividades de grupo intencionalmente, atormentar, empurrar, puxar, bater, beliscar, ofender referindo a cor da pele ou as diferenças culturais, utilizar tecnologias de informação e comunicação (Internet ou telemóvel) para hostilizar, deliberada e repetidamente, uma pessoa, com o intuito de a magoar são manifestações de “bullying” e de “Cyberbullying”, com óbvios prejuízos para o processo normal de crescimento de agressores e vitimas.

Para a vítima, o “bullying” é terrível. Alguém que seja constantemente ridicularizado, agredido ou excluído sente-se mal. Por vezes nem compreende o porquê daquela violência. E sofre. A sua segurança e a sua autoestima sofrem danos, com risco de escolhas perigosas, como o absentismo escolar, a experimentação de drogas e atos delinquentes (Tal como o agressor!). No limite, podem ocorrer transtornos psicológicos, depressões profundas e tentativas de suicídio. Há até quem se torne agressor, quem passe de vítima a agressor ou seja simultaneamente as duas coisas.

Por tudo isto, o “bullying” não é uma questão de menor importância, não é um mero ato de indisciplina, não «faz parte» das brincadeiras e das zangas da infância e da adolescência. E, as comunidades educativas (diretores, professores, pais e encarregados de educação, psicólogos, assistentes operacionais, alunos...) devem estar atentas aos sinais de alerta, unindo-se na busca de alternativas e solução do problema, pois os estabelecimentos de ensino não se podem transformar em ambientes nocivos e deixarem de lado o seu papel formador e educativo. Felizmente, na nossa escola ainda há apoio e verdadeiras amizades. As pequenas discórdias, quando existem, resolvem-se chamando à razão os intervenientes, quer na escola quer na família, cumprindo-se os regulamentos. E sentimo-nos bem nesta escola! Por isso, dizemos bem alto: «Na nossa escola, “bullying” não o queremos! Obrigado!».

 

António Medeiros, 7.º2

Diana Scerban, 8º1


De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



mais sobre mim
Junho 2012
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9

13
14
15

17
18
19
20
23

24
25
26
27
28
29
30


LER
“O prazer de ler e de escrever não é um acto solitário, é uma forma de entrar em relação com o outro, de partilhar uma paixão.” Cláudia Freitas, Leituras Cruzadas
blogs SAPO
subscrever feeds