Aqui é o ponto de encontro de todos os que gostam de ler, de falar de livros, de ilustrar as passagens preferidas, de partilhar leituras…
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“Ler é sonhar pela mão de outrem.” Fernando Pessoa
publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Sexta-feira, 02 Março , 2012, 00:48

Muitas vezes, a leitura e a escrita abrem-nos as portas da imaginação e da criatividade e nós viajamos pelas autoestradas do mundo. Um mundo nas suas diversas facetas: ora alegre, ora triste, ora moderno, ora antigo, ora hospitaleiro, ora cruel, ora direito, ora… ao contrário...

 

O mundo ao contrário e multas em contramão…

 

Em Nova Iorque, uma sombra corria entre os candeeiros da rua. Era de noite e a sombra esgueirou-se, de repente, para um beco sem saída. Logo a seguir, desapareceu… Esta sombra pertencia a João, um cientista que estava a um passo de criar o melhor invento do mundo…, o “Transportader”! Contudo, o último passo correu mal para ele e para o seu colega de equipa, Zeca, e foram parar a um mundo especial: o mundo ao contrário!

Quando acordaram, vestiram-se ao contrário com as pernas nas mangas da camisa e os braços nas pernas das calças! Um bocado confusos, saíram do laboratório com as mãos a fazer de pés e, uma vez na rua, ainda se espantaram mais, pois…

            Nova Iorque estava ao contrário! Tudo estava de pernas para o ar! Perplexos, leram uma placa que se encontrava próximo:

“!Iorque Nova a Bemvindos”.

Estava ao contrário! De noite, surgia o Sol e, de dia, a Lua! As pessoas vestiam-se todas da mesma forma, ao invés! De dia, os candeeiros acendiam e, de noite, apagavam! Os relógios mostravam a meia-noite quando era meio-dia!

-!contrário ao habitantes, dia Bom (Bom dia habitantes ao contrário!) – saudou um senhor.

- ? chama se Como – perguntou João.

-? “contrariês” Fala – inquiriu o colega, Zeca.

- !falo, Sim  – respondeu prontamente.

            - ?mundo outro  ao regressa se Como

-!Torre do Palácio do rei do provas três  resolver de terão, voltarem Para

- ?isso fica Onde

- Ali! – respondeu o homem, apontando para a torre do palácio.

Correram para lá.

Chegaram e a primeira prova consistia em darem um mergulho na piscina.

-?estado neste mergulho  um dar vamos que é Como – sussurrou Zeca a João.

- .sei Não – respondeu o amigo, preocupado.

- !andamos quando roda uma fazemos que Parece

- !mergulhar para roda uma Faz  É isso! Roda.

O plano resultou e passaram à segunda prova: dizer os números até dez e as letras até ao P.

-  !fácil é Isso – declarou Zeca – 1, 2, 3 …

- !errado Está – gritou de imediato o rei.

- ?quê O – questionou Zeca.

- !comigo Deixa – pediu o João - ! 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1! P, O, N, M, L , K,  J, I, H, G,  F, E , D, C, B, A.

Mais uma vez, tinham conseguido superar a prova.

Como etapa final, deveriam apresentar ao rei uma adivinha em “contrariês”. Se o monarca não conseguisse resolvê-la, teriam direito ao bilhete de regresso ao mundo “normal”…

E a adivinha surgiu.

-?amarelas e pretas riscas às quadrado é que O – inquiriu o Zeca.

- !sei Não – respondeu o rei, atónito.

Os dois amigos disseram a resposta em coro:

- !pretas  e amarelas riscas às quadrado Um.

O rei riu-se, achando graça à resposta e… quando os dois amigos acordaram tudo voltara ao normal.

Apesar de terem passado uma bela aventura, ficaram aliviados…

- Nunca tinha pensado que era tão difícil ler da direita para a esquerda! – comentou o João – Agora, que já treinámos um bocadinho, vamos brincar um pouco, de vez em quando, e ler, escrever e falar em “contrariês”? – sugeriu animado com a ideia.

- Não! – respondeu imediatamente Zeca – Podemos apanhar uma multa.

- Uma multa?! – admirou-se João.

- Sim, uma multa por circular em contramão na  AL  (Autoestrada da Leitura) e AE  (Autoestrada da Escrita)!

E os dois amigos riram com vontade (mas não ao contrário!). Há que respeitar as regras para evitar as multas…

 

Pedro Gomes, 5º7


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“O prazer de ler e de escrever não é um acto solitário, é uma forma de entrar em relação com o outro, de partilhar uma paixão.” Cláudia Freitas, Leituras Cruzadas
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