Aqui é o ponto de encontro de todos os que gostam de ler, de falar de livros, de ilustrar as passagens preferidas, de partilhar leituras…
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“Ler é sonhar pela mão de outrem.” Fernando Pessoa
publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Sexta-feira, 24 Fevereiro , 2012, 22:59

Esta história começa como começam tantas outras, porque todas as histórias começam por um princípio. Umas com “era uma vez”, outras longe da tradicional marca com que costumamos lembrar-nos delas. De uma forma ou de outra, as histórias surgem com a finalidade de serem lidas e contadas, porque a mensagem tem de chegar. Através dos olhos ou dos ouvidos tanto faz, pois as histórias querem-se “transitáveis”, livres dos “empecilhos” por forma a darem cumprimento à sua natureza, encantar e informar. Encantar porque nelas (histórias) a magia domina, a leveza e a pureza das palavras levam-nos a descobrir outros “mundos”, verdes, amarelos, prateados, não interessa a forma ou a cor, simplesmente pedaços imaginados de um outro mundo ainda por praticar…

As histórias servem também para informar, pois cada uma contém uma mensagem, uma lição, algo a reter…

A história de hoje, tirando o “eras uma vez”, começa com dois amigos (Ana e António) que combinaram formar no passeio que fizeram na escola ao Jardim Zoológico uma equipa. Como gostavam muito da cor verde, decidiram ir à visita vestidos de verde e, decidiram também que todos os outros meninos e meninas que vestissem roupas de cor verde, passariam a fazer parte da equipa. Todos os outros que não vestissem qualquer peça de roupa verde eram excluídos…

Os seus “objectivos” foram conseguidos. Todos aqueles que vestiam de verde passaram a brincar uns com os outros, deixando de lado aqueles cujas cores diferiam do verde.

Os meninos e meninas que não “…se tinham vestido de verde sentiram-se excluídas e profundamente tristes…”, principalmente os de azul…

Foi então que surgiu uma menina de nome Helena que disse “ … esqueçam esse enorme disparate de quem deve usar verde ou azul…” e continuou “… é o que está dentro de nós que realmente conta! Quem se importa com o nosso aspecto ou com o que fazemos? Não podemos esquecer que somos todos especiais e que devemos ser amigos uns dos outros”.

A Ana e o António, mentores da equipa verde, pensaram e chegaram à conclusão que se tinham enganado, que não tinham agido correctamente por terem magoado os outros meninos só porque “eram diferentes”.

Reconhecido e assumido o erro, decidiram formar um clube, “O clube do Arco-íris”, ao qual pertenciam todos os meninos, vestidos de todas as cores.

Esta história simples mas singela, alerta-nos para a questão do “bullying” e, em forma de “brincadeira”, ajuda-nos a evitá-lo.

Esta é uma história que vale a pena ser lida, relida, contada e falada, pois se começarmos de pequeninos a aprender a respeitar os outros, o “bullying” deixará de fazer parte do contexto social.

No fundo, a mensagem deixada por esta história é a de que “ por dentro somos todos iguais. Todos pensamos, rimos e choramos. Temos muito mais coisas parecidas que diferentes e se quisermos podemos ser amigos.”

Vale a pena pensar nisto…

P.S. Este livro intitula-se compreender o bullying, O clube do Arco-Íris, com texto de Annette Aubrey, com ilustrações de Patrice Barton, editado pela Girassol Edições, Lda.

 

Jorge Almeida

 

 


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