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“Ler é sonhar pela mão de outrem.” Fernando Pessoa
publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Terça-feira, 20 Dezembro , 2011, 17:09


 

No dia 13 de Dezembro de 2011, o Teatro Ribeiro Conceição ficou imbuído de um verdadeiro espírito natalício. Alunos dos Jardins de Infância, do 3º ano de escolaridade do Centro Escolar de Lamego (CEL) e dos 2º e 3º ciclos da Escola E. B.2,3, do Agrupamento Vertical de Lamego, transmitiram belíssimas mensagens de Natal. O espetáculo decorreu em duas sessões: uma, a da manhã, dirigida a alunos, professores e funcionários do CEL; a outra, de tarde, destinada, essencialmente, a pais, familiares e restante comunidade.

Os artistas encantaram o público com atuações transbordantes de arte e de beleza, movimentando-se entre a música, o teatro e a recitação em coro, com notável mestria e fascínio.

A canção “Linda Noite” abriu o espetáculo. A letra, coreografada por um grupo de figurantes, recordava a caminhada de Maria e José até Belém. Um estábulo com fardos de palha, que se encontrava no palco, acolhia o nascimento do Menino Jesus.

Um grupo de jograis, em jeito de coro grego, relembrava, pelas palavras de Miguel Torga, a “História Antiga” de um rei, lá na Judeia, que queria matar o Menino. E nós iniciámos uma viagem no tempo…

Depois, começaram a chegar as ovelhas, o burro, a vaca, os pastores, a estrela, os Reis Magos e o palco transportou-nos para um tempo longínquo e um lugar distante, através de figurantes magnificamente caracterizados.

Alguns pastores que formavam uma “Shepherd band” tocaram uma música rock, estabelecendo uma espécie de passagem para o Natal nos tempos modernos.

Seguidamente, os jograis, entoando uma ladainha de caráter místico e poético: “Litania para o Natal de 1967”, de David Mourão Ferreira, levaram-nos a refletir sobre o sabor amargo do Natal para aqueles que o vivem no meio da maior indigência, de dor intensa e de indizível sofrimento.

Contudo, após este momento que nos fez pensar noutros natais, despojados de alegria, de amor, de paz…, apareceram os duendes. E a alegria voltou. Surgiram as renas e o Pai Natal, através do estábulo, subitamente transformado em chaminé. As caracterizações e as coreografias presentearam-nos com cenas de rara beleza, que nos envolviam na magia do Natal, e situaram-nos no interior de uma casa.

E foi neste interior que alguns alunos do Clube de Teatro dramatizaram a peça “Vê a minha carta!... E o meu desenho também!...”. Dinamismo, à vontade, alegria e empatia com o público caracterizaram esta dramatização, que pretendeu alertar os pais para a necessidade de estarem cada vez mais presentes na educação dos seus filhos, mormente com o seu amor, carinho, atenção e disponibilidade.

Uma lavadeira e um lenhador interligaram os vários momentos e construíam, ao longo do espetáculo uma árvore de Natal.

Mais uma vez, o palco foi renovado e novos alunos entraram em cena, apresentando as letras da palavra “Christmas”, estando cada letra associada a uma mensagem de Natal, em Inglês.

Os jograis encerraram o espetáculo, recitando “Dia de Natal”, de António Gedeão, chamando a atenção para a vertente consumista do Natal e para a fragilidade e engano de uma fraternidade e solidariedade “com hora marcada”, aspetos radicalmente opostos ao verdadeiro espírito desta quadra.

Por fim, todos os alunos e professores celebraram em palco a alegria de momentos vividos e partilhados, através da realização de uma “Flash Mob”.

O público, espelhando emoção e deslumbramento, aplaudiu calorosamente
todos os que tinham proporcionado momentos artisticamente tão belos e
humanamente tão ricos, onde a educação para os valores harmonizou num todo perfeito as suas vertentes artísticas, sociais e morais.

 

 

O espetáculo acabou, mas as palavras, as cores, a música, o movimento, os artistas…, tudo continua em cena no palco da nossa memória.

 

Lídia Valadares

 

 

Aproveitamos para desejar a todos um FELIZ E VERDADEIRO NATAL!

 


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“O prazer de ler e de escrever não é um acto solitário, é uma forma de entrar em relação com o outro, de partilhar uma paixão.” Cláudia Freitas, Leituras Cruzadas
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