Aqui é o ponto de encontro de todos os que gostam de ler, de falar de livros, de ilustrar as passagens preferidas, de partilhar leituras…
Vamos conversar?
Neste espaço, podemos partilhar com os outros as nossas opiniões sobre livros/textos que apreciamos, leituras que adoramos e, também, conhecer novos livros interessantes. Leste um livro interessante? Então, fala-nos um pouco dele. Vem até aqui, ao nosso PONTO de ENCONTRO, um espaço que gostaríamos que fosse verdadeiramente NOSSO, de toda a Comunidade Educativa.
“Ler é sonhar pela mão de outrem.” Fernando Pessoa
publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Terça-feira, 16 Março , 2010, 21:46

 

 

Carlos Fiolhais

     Desta vez, não é de um livro que eu venho falar, mas de um artigo que li na revista “Notícias Magazine”, do Jornal de Notícias de 14 de Março de 2010 – uma entrevista a Carlos Fiolhais, director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (pp. 22 –27). Após a leitura desta entrevista, achei que o tema tinha a ver com o nosso “Ponto de Encontro”. Porquê? Porque fala de livros, de uma fabulosa biblioteca, a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra e de alguém que a considera como “uma arca de tesouros, um rico legado da história, um sítio onde se preserva a memória.” Quanto aos livros, Carlos Fiolhais afirma: “Quando me perguntarem o que fiz pela minha cidade, pelo meu país, pela minha civilização, poderei dizer: “Guardei livros”. Vivo bem rodeado por eles. Devo ter caído num caldeirão de livros quando era pequenino…”

     Como não seria pertinente transcrever toda a entrevista (que achei muito interessante), deixo-vos algumas passagens que me pareceram merecedoras de destaque. Como nota introdutória à entrevista e referência ao entrevistado, aparece o seguinte texto: “Não sabe em que caldeirão caiu quando era pequenino, mas deve ter caído em vários: o dos livros, o da curiosidade, o do bom humor, o do optimismo. Só assim se explica que este físico, director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, nos faça perder as noções de tempo e espaço estabelecidas por Einstein, quando nos pomos à conversa com ele.”

     É, de facto, uma personalidade interessante, este homem que tão bem sabe conciliar a ciência, a cultura, os livros, com o humor e o optimismo e transformar a sua notável competência enciclopédica num discurso aliciante e acessível. Como referências do seu percurso de vida, indica Einstein e Rómulo de Carvalho.

     Sobre a Biblioteca Joanina (assim denominada porque foi mandada construir por D. João V), é destacada a inscrição que se encontra à entrada “Esta é a coroa que orna a testa da cidade.”

 

Lídia Valadares

 
Ficará fascinado se consultar:

publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Terça-feira, 16 Março , 2010, 00:09

 

 

Histórias para ler aos pais

 

     Olá! Trago novidades. Descobri um livro muito, muito interessante. Querem saber qual é? “Histórias para ler aos pais”, de António Torrado. O título é curioso, não é? E, agora, observem a ilustração da capa. Não está fantástica? Uma menina lê histórias aos pais que, deitados na cama, a escutam deliciados. Parece que algo está invertido, isto é, ao contrário! Então, agora, são os filhos que lêem aos pais? Pois, parece-me muito bem. Quando os filhos já sabem ler, também podem ler histórias aos pais ou com os pais. Serão sempre momentos fantásticos! Experimentem.

     Este livro de António Torrado tem quatro histórias pequenas e encantadoras. A primeira -“O homem e as ameixas” conta-nos as peripécias de um homem que, ao ver uma ameixeira carregadinha de frutos suculentos, apetitosos, decidiu arrancar algumas ameixas, mas a tentativa correu mal e nem imaginam o que aconteceu ao desgraçado… A segunda história fala-nos de um colar de pérolas que tinham perdido o brilho, pois estavam muito doentes. As pérolas empalideciam de dia para dia com saudades. Saudades de quê? Ah, isso só sabem se lerem… A terceira é uma história repleta de ternura que se passou com um casal de velhinhos. Não tinham filhos e viviam sozinhos num prédio de vários andares. Um dia, a velhinha recebeu um ramo de rosas com um cartão onde se lia: “Para a minha querida mãe, com muitos beijinhos da sua filha muito amiga”. O que se passou a seguir está cheio de enigmas… Por fim, a história fabulosa de um príncipe que ficou cego. Seu pai, um marajá da Índia, tentava desesperadamente encontrar o remédio que curasse o seu filho. O que teria ele feito? Teria conseguido curar a cegueira do príncipe?

     Experimentem ler estas histórias aos vossos pais e verão como eles ficam deliciados!

 

    

  

Lídia Valadares


mais sobre mim
Março 2010
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
12

14
15
17
18
19

21
23
25
27

28
29
30
31


LER
“O prazer de ler e de escrever não é um acto solitário, é uma forma de entrar em relação com o outro, de partilhar uma paixão.” Cláudia Freitas, Leituras Cruzadas
blogs SAPO
subscrever feeds