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“Ler é sonhar pela mão de outrem.” Fernando Pessoa
publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Domingo, 26 Setembro , 2010, 23:50

A Grande Árvore

Se pensarmos que uma árvore é apenas um pedaço alto de madeira com vários “braços”, emaranhados num agrupar de folhas sobrepostas umas nas outras ou apenas sítios onde os pássaros constroem os ninhos, deste ponto de vista uma árvore é apenas isso. Mas, se quebrarmos as barreiras que impedem o pensamento de ir mais além, de ver para lá daquilo que existe, uma árvore pode ser muito mais do que aquilo que é.

De uma simples espécie com tronco e casca, de semblante carrancudo e quase sempre despenteada pelo alongar dos seus ramos, uma árvore pode ser mais do que um objecto estático da natureza. Aliás, qualquer coisa sendo uma coisa pode transformar-se noutra coisa qualquer, basta pensar-se ou não fosse o pensamento um conhecido instrumento de vida, da criação.

A história de hoje é um excelente exemplo de como nada é o que parece ser, ou, dito de outra forma, sendo aquilo que é, pode também ser mais qualquer coisa.

Assim, era uma vez uma pequena semente que, desprendida de uma pinha e tocada pelo vento, foi cair numa clareira no meio da serra.

Cresceu, cresceu, até se tornar num alto e lindo abeto. O tempo foi passando e o abeto foi-se consolidando como ser perfeito e senhor de um lugar invejável. De lá podia ver muitas coisas, apreciar a vida do homem e até perceber um pouco da sua forma de vida. Era tão belo este abeto que todos os passarinhos desejavam nele fazer o ninho, já para não falar noutros animais, como os esquilos. Era alto e tão perfeito que causava inveja às outras árvores que, para além de cobiçarem o seu lugar, cobiçavam também a sua perfeição. Era uma árvore bonita, tão bonita que os humanos sempre que passeavam pela serra se deixavam encantar por ela. E voltavam mais tarde para piqueniques ou para desfrutar do sossego da serra, tendo como ponto de abrigo o abeto.

Pouco importado com o incómodo dos outros, o abeto e o seu inquilino, o esquilo Crik, deliciavam-se com a vida que levavam.

Certo dia, a vida destes dois seres alterou-se. Chegaram homens com serras eléctricas e cortaram o abeto. Meteram-no num camião e levaram-no para a cidade, com o objectivo de servir de árvore de natal.

Assim foi. A grande aventura destes dois amigos parece começar em plena praça de S. Pedro em Roma…

Ao contrário das outras histórias, das quais revelei o seu final, esta por ser interessante, apelativa e vale bem o tempo que ocupa (não que as outras também não valessem) não vou contar o fim.

Quem quiser saber como acaba tem de ler o livro. Para facilitar na procura vou dar o título e a sua autora. O livro chama-se “ A Grande Árvore” da Editorial Presença e a sua autora é Susanna Tamaro.

Digo apenas que esta história vai acabar com um milagre.

Se o quiserem saber, vão ter que a ler. Vão ver que vai valer a pena.

Boa leitura.

Jorge Almeida


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