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“Ler é sonhar pela mão de outrem.” Fernando Pessoa
publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Sábado, 18 Setembro , 2010, 18:25

     O livro “ Uma aventura no Palácio da Pena” é da autoria de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

     Gostei muito deste livro porque fala de uma aventura num palácio considerado uma das maravilhas de Portugal e a acção é empolgante. Vou contar apenas alguns momentos da história para despertar a vossa curiosidade.

     Os pais das gémeas Teresa e Luísa tinham sido convidados para almoçar numa pequena propriedade de um cliente do pai. À tarde, estava previsto um programa-surpresa, mas, mesmo assim, as gémeas não estavam animadas, pois havia um filme excelente na televisão que gostariam de ver com os amigos do costume.

     Finalmente chegaram à tal propriedade, conheceram os donos e depois a filha, que se chamava Magda. Tinha a idade das gémeas, mas era um pouco mais alta.

     Luísa telefonou ao Pedro e pediu-lhe que ele, o Chico e o João fossem ter com elas ao Palácio da Pena.

     Magda estava preparada para ir a uma reconstituição no Palácio da Pena, mas esta foi cancelada por causa de um denso nevoeiro que o envolvia. A rapariga chorou, desolada, mas as gémeas não se preocuparam muito e até a chamaram mimada. Os rapazes defenderam-na, dizendo que era natural estar desapontada.

     Chegados ao palácio, repararam num senhor que estava a contar histórias de terror, o Sr. Raposo. Ele dizia que o palácio estava assombrado e os amigos quiseram certificar-se do que ouviam, por isso arranjaram esconderijos para pernoitar. Teresa e Luísa ficaram debaixo da cama da rainha. Como estavam com fome, decidiram comer as queijadas e os bombons que tinham descoberto. De repente escureceu e ouviu-se um som: “Cróa Cróa”. Todos os que estavam no palácio ficaram com medo. Entretanto desencadeou-se uma forte pancadaria na cozinha.

     Sem se aperceberem, apareceu o director do palácio e um agente da polícia no local.

     Para além de seis pessoas, ainda havia dois estrangeiros que pretendiam um tesouro que, segundo eles, pertencia ao seu país, mas as autoridades portuguesas não negociaram com eles.

     “Croá, croá, croá”. Ouviu-se novamente o ruído enigmático. Vinha de uma sala. Subitamente, alguém abriu a porta e surgiu um tritão. Da carapaça saiu uma figura simultaneamente assustadora e grotesca: do pescoço para cima, um homem velho, atrapalhadíssimo, passado de vergonha; do pescoço para baixo, um fato ridículo, com pêlos e escamas de borracha. O som saía do fato. Então, o Sr. Raposo disse que só fizera de tritão para que não o despedissem e, assim, passou a trabalhar no palácio aos fins-de-semana e durante o Verão.

     O director perguntou se faltava mais alguma coisa e, efectivamente, faltava: as queijadas e os bombons de gesso…

     - As queijadas e os bombons de gesso?! – questionou, perplexo - Ora! Isso não tem importância. Desapareceu o pequeno-almoço da rainha? Pois é um mistério que fica por desvendar!                                           

 

 Manuel Augusto Almeida


Lídia Valadares a 18 de Setembro de 2010 às 22:29
Olá, Manuel!

Adorei o teu comentário! Está um texto muito bem estruturado, bem escrito e os momentos da acção que nos dás a conhecer espicaçam-nos a curiosidade e impelem-nos a querer saber mais, a ler o livro... Além do mais, reflecte o prazer e o entusiasmo que sentiste com a leitura do livro, o que é contagiante. Obrigada pelo teu precioso contributo.
Desejamos-te um excelente ano lectivo e continuamos a contar com a tua valiosa participação neste Ponto de Encontro. Cá te esperaremos, SEMPRE!
Até breve.

Lídia Valadares e Cidália Loureiro

Zé Teixeira a 21 de Setembro de 2010 às 20:38
Comentário bonito

Hulk 12 a 21 de Setembro de 2010 às 20:39
tens razão

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