Aqui é o ponto de encontro de todos os que gostam de ler, de falar de livros, de ilustrar as passagens preferidas, de partilhar leituras…
Vamos conversar?
Neste espaço, podemos partilhar com os outros as nossas opiniões sobre livros/textos que apreciamos, leituras que adoramos e, também, conhecer novos livros interessantes. Leste um livro interessante? Então, fala-nos um pouco dele. Vem até aqui, ao nosso PONTO de ENCONTRO, um espaço que gostaríamos que fosse verdadeiramente NOSSO, de toda a Comunidade Educativa.
“Ler é sonhar pela mão de outrem.” Fernando Pessoa
publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Sábado, 19 Fevereiro , 2011, 23:40

 

 

 

Desta vez é mesmo de um livro que venho falar. Um livro tal qual como o conhecemos. Tem uma capa, um autor e algumas páginas por onde as letras se passeiam e, enquanto passeiam, preenchem os espaços com palavras e estas, as palavras, transformam pequenos nadas em pequenos pedaços de mistério, de aventuras e, conjugadas as duas coisas, mistérios e aventuras, o final só podia dar numa história, uma bonita história. E nada melhor do que um livro para guardar e mostrar sempre que a quisermos recordar, porque os livros são os melhores sítios onde elas, as histórias, podem superar a longínqua escalada do tempo e assim serem eternas. Lidas hoje, agora e sempre.

Embora nos embalem pelo sussurrar das letras rumo ao conhecimento, os livros ou as suas histórias permitem-nos alimentar os sonhos, e estes validar a nossa criatividade e tornar-nos mais inteligentes… Mas, às vezes é preciso um azar para se encontrar a sorte.

Assim, “o livro que voa” é um livro com pouca sorte que, tocado pelo vento, cai da pasta da sua dona. Mergulhado no chão encharcado pela chuva, solta pelo sol desenhado na sua capa um brilho de ouro. Tal brilho chama a atenção de uma pega, que mergulhando no chão o agarra com o seu bico e o leva para o seu ninho.

Pensando tratar-se de comida, os quatro filhos da pega começam às bicadas ao livro, que de imediato se queixa. Este começa a abrir-se, a virar as suas páginas. Os passarinhos olham aquelas imagens e deixam-se encantar. O livro conta a história de Ícaro, o menino que queria voar.

Finda a história, o vento agita as páginas e logo os passarinhos começam a bater as asas, suspirando por também quererem voar. Tocado por um vento mais forte, o livro começa a voar, a rodopiar, a subir e a descer e pede aos passarinhos para irem brincar com ele. Após alguma hesitação, lá foram. Cumprida a “missão”, o livro sobe muito alto até às nuvens e bate num balão. Ao bater no balão, cai nas mãos de um “velho de barba branca” que começa a folheá-lo e numa das páginas encontra o nome Mariana. Resolveu então o senhor procurar a Mariana para lhe entregar o livro. Assim fez. Lá do alto avistou as crianças que saíam da escola, que ao avistarem o balão acenavam e no meio lá estava a Mariana. Percebendo que o livro tinha saído da pasta da Mariana pelo vento, o senhor chamou a Mariana e atirou-lhe o seu livro que foi cair calmamente nas suas mãos. O que é do dono, ao dono torna…

A moral desta história é que por vezes os livros precisam de fazer pequenos voos, para darem a conhecer as suas histórias. Às vezes, para que esses voos aconteçam, é preciso um empurrãozinho, um certo vento, para se iniciar a viagem.

Embora o voo retratado nesta história seja pura fantasia, na realidade, na nossa vida, os livros também podem voar, basta pegarmos neles, lê-los, contar as suas histórias, fazer com que haja quem os leia, quem os tire das prateleiras, das estantes. Basta olharmos para eles e dar-lhes o uso devido para darmos continuidade a esta história. Porque esta é a nossa forma de fazer com que os livros voem e estes, uma boa forma de viajarmos…

P.S. Este livro é da autoria de Pierre Laury, ilustrado por Rébecca Dautremer da Educação Nacional Editora.

Jorge Almeida


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“O prazer de ler e de escrever não é um acto solitário, é uma forma de entrar em relação com o outro, de partilhar uma paixão.” Cláudia Freitas, Leituras Cruzadas
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