Aqui é o ponto de encontro de todos os que gostam de ler, de falar de livros, de ilustrar as passagens preferidas, de partilhar leituras…
Vamos conversar?
Neste espaço, podemos partilhar com os outros as nossas opiniões sobre livros/textos que apreciamos, leituras que adoramos e, também, conhecer novos livros interessantes. Leste um livro interessante? Então, fala-nos um pouco dele. Vem até aqui, ao nosso PONTO de ENCONTRO, um espaço que gostaríamos que fosse verdadeiramente NOSSO, de toda a Comunidade Educativa.
“Ler é sonhar pela mão de outrem.” Fernando Pessoa
publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Domingo, 23 Janeiro , 2011, 22:54

Hoje não venho falar de livros. Não da forma que costumo, não dos livros que conhecemos como tal. Hoje venho falar de um outro livro. Um livro feito de carne e osso, um livro com cabeça, tronco e membros. Um livro que carrega no seu peito um coraçãozinho de ouro. Que tem um rosto, uns olhos doces e transporta na essência do seu ser uma gentileza singela. É feito de ternura, este meu livro. Cresce todos os dias alimentado pelo amor, desenvolve-se por entre a delicadeza e a inocência e, um dia, este meu livro será certamente a minha maior “criação”.

Este meu livro tem muitos nomes, mas apenas um o define tal como é. Este meu livro é o meu filho.

Talvez estranhem este meu desabado, esta minha confidência. Talvez pensem porquê…

Pois bem. Achei que devia prestar uma pequena homenagem ao meu homenzinho, porque na minha vida, até ao fim, ele será a minha maior obra e, por tal facto, achei interessante dedicar-lhe, para além do meu afecto incondicional, algo que o faça lembrar como é importante na vida dos seus pais.

Esta vida é cheia de surpresas. Perdemos tanto tempo com coisas que nos fazem esquecer por vezes o que é mais importante, daí que hoje resolvi dedicar a minha escrita ao que é deveras importante, mais importante, o meu menino. Hoje não podemos adiar ou não devemos adiar o que sentimos, porque amanhã pode já ser tarde…

Assim, resolvi fazer um poema ao meu filho, que passo a escrever:

 

 

 

O meu tesouro

Tenho no mundo o maior tesouro,

Feito de infinitas preciosidades…

Carrega no peito um coração de ouro,

Tem este meu tesouro muitas qualidades.

 

É ainda pequeno este meu bem,

Mas cresce todos os dias um bocadinho.

Nasceu pequeno do ventre da sua mãe,

E aos poucos vai ficando crescidinho.

 

O meu tesouro não é feito de tostões…

Nem de ouro, prata ou diamantes,

É feito de gente, repleto de amor e sensações.

 

Tenho ao meu cuidado o seu trilho,

Para que cresça com valor e solidez,

Este meu tesouro que é o meu filho.

 

Jorge Almeida

 


publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Sábado, 22 Janeiro , 2011, 21:13

 

 

Vou falar de um livro que li – “A Lua de Joana”, de Maria Teresa Maia Gonzalez. Foi-me oferecido por uma amiga e, mal o recebi, tive curiosidade de saber de que tratava.

Conta-nos a história de duas amigas, uma das quais faleceu devido ao consumo de drogas. Esta chamava-se Marta e a sua amiga tinha o nome de Joana.

Com a morte de Marta, Joana ficou muito afectada. Para poder continuar a desabafar com a amiga, escrevia-lhe cartas todos os dias, a contar-lhe o seu quotidiano.

Algum tempo depois, Joana começou a preocupar-se com o irmão da sua mulher amiga, Diogo, pois seguira o caminho de Marta. Embrenhando-se no mundo negro de Diogo, acabou por se deixar envolver pelos tentáculos da droga.

Do que menos gostei foi da reacção da Joana e do Diogo, pois seguiram o mesmo caminho de Marta, mesmo sabendo o seu fim.

Aconselho a leitura desta obra, pois alerta-nos para os perigos do dia-a-dia.

 

Vanessa Amorim, 9º1

 

 


publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Quarta-feira, 12 Janeiro , 2011, 09:05

A formação do carácter cívico deve conter, entre outras componentes, o estímulo e a responsabilização como duas vertentes essenciais para incutir no jovem cidadão uma atitude proactiva, que contribua para o desenvolvimento pessoal e da sociedade que o rodeia.

Deixando de lado as problemáticas de política educativa em anos mais recentes, gostava de enaltecer o papel crucial que os professores e as professoras assumem neste domínio. E esse contributo insubstituível começa no ensino básico, numa época em que, por via da crescente desestruturação do núcleo familiar e da prevalência de paradigmas do tipo “deixa andar”, o papel dos pais tende a ser menos interventivo.

É gratificante, quando chega a altura de fazer o balanço do nosso percurso escolar, sentirmos que, desde o início e ao longo dele, houve alguém que nos marcou de forma indelével. Na nossa primeira professora (ou professor) podemos corporizar uma singela homenagem a essa ajuda para a nossa realização humana.

Cândida ou austera, exigente e compreensiva, a nossa professora primária acompanhou-nos nas primeiras dificuldades, abriu-nos a porta do conhecimento, estimulou-nos a exigência de ir mais longe, ajudou-nos a definir o sonho e a traçar o rumo da nossa vida.

Na altura em que se vai iniciar mais um ano escolar, apoiarmos os professores na sua exigente missão é um desígnio que devemos assumir, para que, ao cuidar do presente asseguremos o futuro.

 

Manuel Pereira Névoa, in Jornal Metro, 2009

 

 

 

 

Nota: Este artigo foi publicado no Jornal Metro, em Setembro de 2009. É uma homenagem ao contributo que os professores deram e dão à formação dos jovens. Pela sua pertinência e intemporalidade, não poderíamos deixar de partilhar este texto com toda a comunidade do nosso “Ponto de Encontro” de leituras.

Ao seu autor, o nosso sincero agradecimento, pela homenagem que presta e pelo estímulo que dá aos profissionais que tanto dão de si para a formação integral do indivíduo e da sociedade. Bem-haja!

 

Lídia Valadares e Cidália Loureiro


publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Segunda-feira, 10 Janeiro , 2011, 09:57

 

 

 

Todos os anos, no dia 6 de Janeiro, comemora-se o Dia de Reis. Comecei a pensar no motivo desta festividade, sabia que estava relacionada com a visita dos três Reis Magos ao Menino Jesus, em Belém, quando nasceu. Relembrei que Lhe tinham oferecido ouro, incenso e mirra, mas que nunca tinham informado o rei Herodes do sítio onde se encontrava o Menino, pois tinham sido avisados, em sonhos, para não o fazerem. Entretanto, várias perguntas me assaltaram: Será que também se festeja este dia noutros países? Será da mesma forma? Resolvi consultar uma “enciclopédia” que estava mesmo à minha beira:

- Mãe, o Dia de Reis também se festeja noutros países?

- Penso que sim, pelo menos, em alguns.

- E comemora-se da mesma forma?

- Isso já não sei, filho, mas é um bom motivo para fazeres algumas pesquisas.

Concordei e fui pesquisar na Internet e num livro muito interessante de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada – “O Natal na Europa”.

E lá fui eu viajar por alguns países. Comecei na vizinha Espanha. Procurando aqui e além descobri que, na tarde de dia 5 de Janeiro, neste país, se realiza o Cortejo dos Reis, a Cabalgada del Reyes. Figurantes vestidos de Baltazar, Gaspar e Belchior desfilam pelas ruas, com cavalos e camelos, acompanhados por um séquito de pajens. Muitas pessoas assistem ao desfile onde são distribuídos caramelos e outras guloseimas às crianças. Após o desfile, as pessoas dirigem-se para suas casas para prepararem a Ceia dos Reis. Comem-se os tradicionais Roscones de Los Reyes com chocolate quente. Nessa noite, as crianças colocam o sapatinho junto à porta de casa ou no parapeito da janela para aí serem deixados os presentes trazidos pelos Reis Magos. Nas famílias espanholas, a troca de presentes efectua-se na manhã de 6 de Janeiro.

Abandonei a Espanha e decidi ir até à Hungria, aliás, até à sua capital, Budapeste. Quando cheguei, encontrei várias crianças, vestidas de Reis Magos, transportando presépios nas mãos e pedindo moedas, de porta em porta. Depois, dirigi-me para a Alemanha e vi crianças vestidas de Belchior, Baltazar e Gaspar, escrevendo as iniciais do nome nas portas das casas.

- Henrique, queres vir comer um bocadinho de bolo-rei, acabadinho de chegar? – perguntou a minha irmã, com um tom provocador. - Ainda está quentinho!

Não resisti. Abandonei a Cabalgada, deixei os Roscones e regressei a Portugal, para festejar o Dia de Reis. Comemos algumas fatias do bolo, que estava delicioso, mas, à noite, não fomos cantar as Janeiras porque chovia torrencialmente…

 

Henriques Mendes, 7º 2


publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 20:48

 

 

No Cantinho da Leitura, o pai do nosso colega Manuel apresentou-nos um livro chamado “A Magia do Círculo Azul”, escrito por José Jorge Letria, ilustrado por Alex Gazblau, da Texto Editora.

Este livro fala de um menino cheio de vida e alegria que gostava muito de brincar com o seu cão, Flecha, fazendo corridas com ele. Só que, em determinada altura, o António começou a beber muita água e a ir muitas vezes à casa de banho. Então, os pais levaram-no ao médico e, após vários exames, foi-lhe diagnosticada uma doença – a diabetes. O menino sentiu-se desanimado, deprimido, sozinho, porque pensava que só ele tinha esta doença. Mas um dia, na sala de aula, amuado e solitário, recebeu a visita de um pombo que pegou num lápis do António e desenhou um círculo azul com meninos à volta, explicando-lhe que aquele símbolo era o símbolo da amizade. Depois, foi-se embora e, por magia, apareceu-lhe uma menina na sala de aula, também com o mesmo círculo azul. Ele ficou muito tempo a olhar para o círculo e, finalmente, compreendeu que não era o único a ter aquela doença, mesmo naquela escola. Começou a sentir-se menos sozinho e desanimado.

Passado algum tempo, viu um menino que, tendo subido a uma árvore, não conseguia descer e estava muito aflito. Então, o António encheu-se de coragem e foi ajudá-lo a descer daquela árvore. A partir desse dia, ele voltou a ser como era antigamente, voltou a brincar, a fazer corridas com o seu cão Flecha e a viver com alegria!

 

Miguel Duarte, 7º1

Telmo Sousa, 7º1


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“O prazer de ler e de escrever não é um acto solitário, é uma forma de entrar em relação com o outro, de partilhar uma paixão.” Cláudia Freitas, Leituras Cruzadas
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