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“Ler é sonhar pela mão de outrem.” Fernando Pessoa
publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Terça-feira, 28 Dezembro , 2010, 17:39

 

 

 

Outra vez à volta das palavras porque às vezes elas são uma das poucas, senão mesmo a única maneira de chegar até onde outras coisas não chegam.

Sendo um amigo das letras e delas um frequentador assíduo, a mensagem que quero deixar não podia ser feita de outra maneira nem a mesma (mensagem) teria o mesmo significado, pois dissociar a pessoa das letras seria como que conceber um código sem regras ou como uma outra coisa qualquer feita para funcionar de certa maneira e viesse a funcionar pela maneira oposta.

Não, esta mensagem não podia ser de outra maneira porque o seu autor não sabe ser de outra maneira. As letras, as palavras, a linguagem escrita fazem parte do seu dia-a-dia e porque assim é, a mensagem tinha de ser obviamente escrita.

Assim, a mensagem que queria deixar vem sob a forma de história. A história cujo título é “ Natal nas Asas do Arco-íris”.

Esta história retrata a vida de uma cidade cinzenta. Tudo era cinzento. As casas, as ruas, o rio, até as pessoas se vestiam de cinzento, enfim, era uma cidade tristemente cinzenta e sem tempo para dar cor ao que quer que fosse.

Jerónimo, uma criança, habitante dessa cidade sentia-se triste e muito mais triste ficou por ver aproximar-se o Natal e a cidade continuava inundada naquela cor carrancuda e fria, sem vida e vazia, pois o espírito natalício parecia coisa de sonho. Então Jerónimo, que olhava fixamente o céu e as nuvens, idealizou nelas coisas como um leão, um elefante, até que percebeu que as suas percepções eram mesmo verdade. As nuvens estavam a brincar com ele. De repente surge por entre elas (nuvens) uma fada de asas transparentes que voava, voava alegremente fazendo com que os desejos de Jerónimo se realizassem. Era muito alegre esta fada de seu nome Ariela que ficou muito espantada por ver a cidade sem cor, ou melhor de uma só cor, cinzenta. Jerónimo explicou-lhe porquê e ao ver a tristeza no rosto da criança, Ariela começou a assobiar. De imediato se ouviram vários assobios. Eram milhares de outras fadas que transformadas em pontos de luz se espalharam por toda a cidade e com elas todas as cores.

No dia seguinte, Jerónimo viu todas as cores espalhadas pela cidade. Tudo tinha a sua cor, as árvores, o rio, as casas, enfim, a cidade tinha agora mais alegria e até as pessoas surgiam com roupas coloridas. Já conversavam, sorriam, já tinham mais tempo para apreciarem as coisas. A cidade ganhou nova vida. Era véspera de Natal e o espírito voltou e encheu cada casa, cada coração com mais amor. A cor voltou aos corações e com ela voltou a felicidade.

O que esta história nos ensina é que cabe a cada um de nós dar cor às coisas, transformar o cinzento da vida em bonitas cores. Para isso muito contribuem os nossos gestos, o nosso afecto, a nossa solidariedade. Tudo isto são formas de combater o cinzento e fazer prevalecer um mundo colorido e feito com todos e de todos. Todos somos como a Ariela, a fada transparente, apenas precisamos de não nos deixarmos vencer pela indiferença. Porque o mundo precisa cada vez mais da nossa cor.

Esta é a minha história de Natal, a minha mensagem e que ela chegue a cada um de vós como um Arco-íris repleto de muita felicidade, paz e amor.

A todos desejo um santo e feliz Natal e que haja sempre em cada um muitas cores capazes de tornarem as vidas plenas de sonhos e de concretizações.

 

BOAS FESTAS

 

 

Jorge Almeida


Lídia Valadares a 1 de Janeiro de 2011 às 15:32
Estimado Colega,

Obrigada por esta belíssima mensagem que nos exorta a uma postura positiva perante a vida.
Que todos saibamos pintar o ano de 2011 com cores alegres, com matizes de esperança, solidariedade, compreensão, harmonia... e, seguramente, teremos um maravilhoso arco-íris nas nossas vidas.

Lídia Valadares e Cidália Loureiro


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