Aqui é o ponto de encontro de todos os que gostam de ler, de falar de livros, de ilustrar as passagens preferidas, de partilhar leituras…
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“Ler é sonhar pela mão de outrem.” Fernando Pessoa
publicado por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Terça-feira, 23 Novembro , 2010, 17:02

    Foi apresentado, no Cantinho da Leitura, o livro “A Grande Árvore”, de Susanna Tamaro - uma história repleta de muita aventura e com um final impensável, mas, como às vezes os milagres acontecem, talvez por isso mesmo este final seja um milagre.

     Conta a história que um esquilo chamado Crik vivia numa bonita árvore, na floresta. Um dia, quando acordou, para seu espanto, viu-se na praça de São Pedro, em Roma, e a árvore, a sua casa, estava no meio da praça a fazer de árvore de Natal.

Foi então que apareceu uma ave emproada, um pombo, que lhe disse para ir até às figuras que estavam numa pequena cabana, o presépio. Quando a praça estava vazia, ele foi lá e pediu para regressar ao seu habitat, mas ninguém lhe respondeu.

     Voltou para a árvore e, aborrecido, disse ao pombo que ninguém lhe tinha respondido.

     O pombo informou-o que eram figuras e não falavam. Depois, apresentou uma grande ideia ao esquilo, dizendo-lho para ir falar ao papa. E o esquilo lá foi, mas primeiro arquitectaram um plano.

     Na manhã de 25 de Dezembro, às dez e meia, o pombo apresentou-se à porta da toca do coelho e disse laconicamente que era dia de Natal e estava na hora de pôr em prática o plano.

     Crik comeu a última noz. Ia ser um dia cansativo e tinha de estar em forma. Depois, atravessou vários desafios até chegar ao papa e entrar no seu “chapéu”. Uma vez lá dentro, movimentou-se tanto que acabou por deitar o chapéu do papa ao chão e… todas as câmaras de televisão filmaram um esquilo em cima da cabeça do papa! Crik, então, começou a falar com o papa e este entendia-o muito bem, talvez o papa falasse “esquilês”…

     O papa satisfez a vontade do esquilo e pediu aos homens para colocarem de novo a árvore na floresta. Assim foi.

     Crik voltou ao seu habitat juntamente com a grande árvore, a sua casa de sempre e também sua amiga.

     E estes dois amigos voltaram a ser felizes…

     E eu também me senti muito feliz, porque quem contou esta história no nosso “Cantinho”foi o meu pai e eu adorei ouvi-lo!

 

Manuel Augusto Almeida


Lídia Valadares a 25 de Novembro de 2010 às 22:31
Parabéns, Manuel! Adorei o teu comentário. Fizeste uma belíssima apreciação da história que ouviste e motivaste-nos para a leitura deste livro. Também agradeço ao teu pai por nos ter proporcionado este momento tão bonito.
Um beijinho.

Lídia Valadares

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