Aqui é o ponto de encontro de todos os que gostam de ler, de falar de livros, de ilustrar as passagens preferidas, de partilhar leituras…
Vamos conversar?
Neste espaço, podemos partilhar com os outros as nossas opiniões sobre livros/textos que apreciamos, leituras que adoramos e, também, conhecer novos livros interessantes. Leste um livro interessante? Então, fala-nos um pouco dele. Vem até aqui, ao nosso PONTO de ENCONTRO, um espaço que gostaríamos que fosse verdadeiramente NOSSO, de toda a Comunidade Educativa.
“Ler é sonhar pela mão de outrem.” Fernando Pessoa
Por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Sábado, 05 Maio , 2012, 21:57

NA MONTRA DE OPORTUNIDADES

ENCERRAMENTO COM CHAVE DE OURO!



No dia catorze de Abril de 2012, o Coro Infantil de Lamego (do qual eu faço parte) foi à Montra de Oportunidades, para brindar o público, mais uma vez, com uma deslumbrante atuação.

Quando cheguei ao Pavilhão Multiusos de Lamego, confesso que fiquei um pouco entristecida com o aspeto de abandono e de vazio em que a Montra se encontrava. Não consegui compreender por que razão, terminando a Montra no dia catorze, já havia uma grande parte de expositores vazios. Mas, como o objetivo da minha ida a este espaço era outro, depressa me motivei para este espetáculo de encerramento, onde foram entregues dois CDs devidamente autografados por todos os elementos do Coro: um, ao Sr. Presidente da Câmara, Engenheiro Francisco Lopes, e outro, à sua esposa.

O frio era muito, mas o calor humano aqueceu o ambiente e eis que começou a atuação.

Alguns professores e alunos da Academia de Música abrilhantaram a abertura do espetáculo com os seus instrumentos bem afinados e os acordes no sítio. Foi maravilhoso o som dos violinos, pois é o meu instrumento musical preferido.

Chegada a nossa vez, senti um apertozinho no estômago, algum receio de falhar. Mas isso já é normal, já faz parte…

O espetáculo correu muito bem. O público aplaudia-nos calorosamente, o que nos deixava cada vez mais animados e descontraídos.

Após a atuação, com dez canções do nosso CD – “Sape Gato”, procedeu-se à entrega do CD, como forma de agradecimento à Autarquia pelo apoio à edição do mesmo.

Gostei imenso deste pedaço da noite em que enchemos de alegria e diversão todas as pessoas presentes.

Alegria e diversão é também o que eu sinto em cada manhã de sábado quando vou ao ensaio. Os professores são muito divertidos e aquela hora e meia passa sem nos apercebermos. Quando temos alguma atuação, os ensaios são mais intensivos e os professores exigem uma maior perfeição nas músicas e coreografias que executamos.

Gosto imenso de oportunidades como esta. E elas continuam a surgir…

    

Fabiana Filipa, 5º6

 

VOZES DO CORO…

 

No dia 14 de Abril, o Coro Infantil de Lamego, do qual faço parte, encerrou a Montra de Oportunidades, que decorreu no Pavilhão Multiusos de Lamego.

O concerto correu muito bem, foi uma maravilha.

Eu adorei participar neste espetáculo, foi uma experiência muito agradável que espero voltar a repetir…

   Ana Barreto, 5º6

 

 

Aproximava-se a hora do espetáculo. Eu estava muito nervosa, pois ia cantar a solo e tinha receio de me enganar… Quando chegou a minha vez, fiquei a tremer, mas, no fim, senti-me feliz, pois tinha corrido muito bem! Após o espetáculo, toda a gente me deu os parabéns.

Eu gosto muito de andar no Coro Infantil de Lamego!

 Marta Luísa, 5º 6

 

Depois de dar uma vista de olhos à Montra de Oportunidades, dirigi-me para o local do espetáculo.

Em primeiro lugar, atuaram jovens e professores da Academia de Música de Lamego, que interpretaram três peças musicais ao piano e violino. Depois, entrámos nós em palco. A princípio, estava nervosa, mas, à medida que íamos cantando, os nervos iam desaparecendo e a alegria ia avançando. O público aplaudia-nos e nós retribuíamos com as nossas interpretações.

Gostei muito deste dia e adorava repeti-lo!

Joana Catarina, 5º6

 

O Coro Infantil de Lamego esteve presente na III Montra de Oportunidades, no Pavilhão Multiusos de Lamego. Eu sou um dos elementos do Coro, e com muito orgulho!

Interpretámos as canções do CD que tínhamos gravado nas férias de Verão – “SAPE GATO”. Todas as canções são originais, cantadas por crianças para crianças. Mas os adultos também gostam!

No final da nossa atuação, entregámos um CD ao Senhor Presidente da Câmara e outro à sua esposa.

No dia em que atuámos, 14 de Abril, estiveram presentes muitas pessoas, entre as quais algumas que trabalhavam como voluntárias na Montra e que, dos seus lugares, com muito entusiasmo, cantaram e dançaram connosco. Elementos da minha família também estiveram presentes e, no final, disseram que nós cantámos e dançámos muito bem.

Adorei cantar com os meus colegas no dia de encerramento da III Montra de Oportunidades.

E fiquei mais feliz, ainda, porque encerrámos com “Chave de ouro”!

 

Margarida Sofia, 5º6

 

 NO TEATRO RIBEIRO CONCEIÇÃO

Para além da participação nesta Montra, o nosso Coro atuou, também, no dia 24 de Abril, no serão cultural das freguesias do Município de Lamego – “Comemorar o 25 de Abril”, que decorreu no Teatro Ribeiro Conceição. Este sarau contou com a participação de algumas freguesias do Município.

O nosso Coro foi representar, juntamente com o Rancho Regional de Fafel, a Junta de Freguesia de Almacave. A nossa atuação foi bastante aplaudida pelo público assistente, bem como pelos outros participantes.

 

NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE MAIO


 

Também participámos nas festividades do 1º de Maio, na Avenida Dr. Alfredo de Sousa, em Lamego. Nem o tempo chuvoso e ameaçador nos perturbou… Não quisemos saber das suas ameaças e cantámos com o mesmo entusiasmo e alegria de sempre!

Com estes eventos, ficamos cada vez mais ricos culturalmente. Proximamente, o nosso coro vai atuar na festa do Dia da Criança.

Contamos com a presença de todos vós!...

Agradecemos os convites que nos têm feito e… não hesitem em comprar o nosso CD!

 

Fabiana Filipa, 5º6

  

 

 

Não faço parte do Coro (pena minha…), mas tenho assistido a várias das suas atuações e gostaria de deixar aqui algumas palavras.

E a primeira que me ocorre é: PARABÉNS! Parabéns, por todas as prestações a que tenho assistido e que têm sido magníficas, excelentes! Admiro as vozes cristalinas e afinadíssimas, as coreografias, o saber estar em palco, a maturidade, o espírito de grupo, o brio e o gosto que colocam no que fazem, o profissionalismo destes pequenos grandes artistas… Agradeço os momentos de indizível prazer, de cultura que nos proporcionam e as grandes lições que nos dão. A alegria que sentem pelo que fazem está bem espelhada nos seus rostos, na sua postura, nas suas vozes e é contagiante.

Como professora, congratulo-me pelo valioso contributo que esta atividade proporciona à formação global dos alunos, onde a articulação das diversas vertentes artísticas é uma componente fundamental.

Como lamecense, agradeço e louvo o excelente serviço que a Academia de Música tem prestado em prol da cultura na nossa cidade. Sem pretender ser “Velho do Restelo”, penso que, antes de nos deixarmos seduzir pelo que está “longe”, devemos apreciar (no sentido de avaliar) o que está “perto”!

 

Lídia Valadares


Por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Quinta-feira, 03 Maio , 2012, 21:52

 

No dia 30 de Abril, na Biblioteca Escolar do CEL, alunos dos 3º e 4º anos de escolaridade participaram numa sessão de poesia que envolveu os seus professores, os responsáveis da Biblioteca e dois professores convidados da EB 2, 3 de Lamego.

Foram lidos, ouvidos, sentidos, saboreados… vários textos de poetas portugueses. Partilharam-se, assim, momentos lúdicos, alegres, divertidos, culturais, momentos de descoberta do prazer que a poesia pode dar e da beleza que ela encerra.

E, no final, ficou um sabor a poesia…

 





Por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Segunda-feira, 23 Abril , 2012, 10:46

 

Tenho de reconhecer que, a primeira vez que ouvi esta expressão, senti uma pontada de tristeza, mas gostei da frase e fi-la minha. Achei que poderia ser um excelente ponto de partida. “De Espanha, nem bom vento nem bom casamento”, sim, mas, se o vento sopra com a força suficiente e na direção certa, não há ideia preconcebida que não leve consigo.

As pessoas que se esforçaram para promover a aproximação, a todos os níveis, entre Portugal e Espanha, os iberistas, sabem que são muitas as formas de gerar um vento capaz de superar os preconceitos que nos limitam, que reduzem a generalizações a infinita variedade de pequenas particularidades que compõem cada cultura.

Alguns, como Miguel Torga ou Miguel de Unamuno, lutaram com as palavras, com a política, com as ações... outros, como José Saramago e Pilar del Río, fizeram-no com o amor.

E não existe na natureza humana uma força maior do que a do amor, quando se compreende que amar é criar o espaço para que o outro seja quem é. Esta lei é válida tanto para as pessoas, como para as nações inteiras. Superar-se-ia, deste modo, a ideia infantil e complexada da “cara-metade”: sejamos cada um de nós seres completos e juntos não seremos um, mas dois.

“Um homem de uma peça só” - assim definia a espanhola Pilar del Río o seu marido, José Saramago.

Pilar, jornalista e tradutora, nasceu numa pequena aldeia  de Granada, em Andaluzia. O seu caráter e  a sua personalidade enérgica  têm a mesma força imponente das elevadíssimas montanhas de sua terra, tal como o espírito de Saramago afunda as suas raízes na terra que o viu crescer.

José de Sousa Saramago (1922-2010), escritor no mais amplo, denso e profundo sentido da palavra, português de Azinhaga (Santarém), retratou magnificamente as suas origens humildes no discurso de aceitação do Prémio Nobel de Literatura, que recebeu em 1998. Ao falar dos avós, que dormiam com porcos para se protegerem do frio, da grandeza humana daquele avô que, ao saber que estava para morrer, se despediu da sua terra chorando e abraçando as árvores. Daquela avó que não tinha medo da morte, mas sim pena de ter de deixar um mundo tão lindo... Era esta a grandeza humana que José Saramago gostava de ver nos homens, uma grandeza que não encontrava no mundo real cheio de corrupção, interesses políticos, falsas democracias e sociedades desumanizadas onde, nas suas palavras, “... parece mais fácil chegar a Marte que chegar ao próximo”.

Saramago recriava aquela grandeza humana dos seus avós através das personagens dos seus livros. Um livro pode ser uma janela que se abre ao leitor para espreitar outros mundos ou outras formas diferentes de ver o mesmo mundo.

Quando Pilar del Río leu, pela primeira vez, um livro de Saramago, não só viu a grandeza das personagens, mas  também a grandeza do seu criador. Foi assim que começou uma grande história de amor, na qual José punha a serenidade, a calma, a reflexão, o verde, o mar, o rio e o fado e Pilar complementava com a energia, a força das rochas e das serras, o pragmatismo, a impulsividade e o vermelho da paixão e do flamenco. Segundo as palavras do escritor: “Eu tenho ideias para novelas e ela tem ideias para a vida”. No livro da sua história de amor, ele escrevia belíssimas palavras e ela acompanhava-as com iluminuras de mil cores.

A união faz a força. Os escritores criam a literatura nacional, mas são os tradutores que tornam a escrita internacional. Pilar não era só a esposa de Saramago, mas também, para sorte de todos os falantes de espanhol, a tradutora dos seus livros. É graças a ela que os espanhóis e latino-americanos podem desfrutar das palavras do genial escritor português, reproduzidas com uma fidelidade total. Ela não traduzia livros, traduzia linhas, uma a uma, ao lado do escritor. O resultado era um destacável trabalho de equipa; bom para ele, bom para ela, ótimo para o mundo.

No dia 8 de outubro de 1998 José Saramago recebia o Prémio Nobel. Acompanhava-o  com o olhar, desde a sexta fila do público, a sua mulher, que entesourava, na mão esquerda, um cravo vermelho e, na mão direita, um leque. Só eles sabiam o significado daqueles símbolos mas, para mim, a mão direita dizia bom vento e a mão esquerda, bom  casamento.

Eles demonstraram, uma e outra vez, que os preconceitos têm de ser superados. Enfrentaram os que duvidaram da sua relação, porque Pilar era vinte e oito anos mais nova do que Saramago, demonstrando que o amor não tem idade, não tem fronteiras e, a todos os que acham que com a morte acaba tudo, provaram que o amor não morre.

Saramago faleceu em julho de 2010, mas continua a viver nas suas obras e na sua Fundação, presidida por Pilar, que mantém ativo o compromisso cívico de ambos, com ações, como a luta pelos direitos humanos ou a recuperação do património histórico- literário português.

Nas nossas mãos, também temos os instrumentos para romper com o ditado popular que deu o mote a este texto. Através da educação que ensina a superar os preconceitos, partilhando as particularidades das nossas culturas, amando as nossas terras, sim, mas criando o espaço para que cada um(a) seja quem é, e complementando-nos para que, juntos, tenhamos a força dum bom vento e possamos oferecer os frutos dum bom casamento.

 

 

Gema Sedano Herrera

Assistente COMENIUS

  Escola E.B. 2,3 de Lamego

 

 

Ergo uma rosa – (Saramago, Luis Pastor, María Pagés)


Por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Segunda-feira, 09 Abril , 2012, 22:25

 

 

Podemos dizer que a expressão “música espanhola” é praticamente sinónima de Flamenco, apesar de existirem muitos géneros musicais (Folclore, Rock, Pop, Hip Hop, entre outros)…

De facto, se falarmos de música espanhola, vem-nos imediatamente ao pensamento o Flamenco – uma forma de arte que se manifesta não só através da música como também da dança. As suas origens remontam às culturas cigana e mourisca, com influências árabes e judaicas.

O Flamenco é associado, principalmente, à região de Andaluzia e tornou-se um dos símbolos da cultura espanhola.

Como qualquer tradição, sofreu várias transformações desde a sua origem. Inicialmente, o canto era a sua única forma de expressão; a guitarra, as palmas, o sapateado, a dança, o cájon e mesmo as célebres castanholas só mais tarde foram incorporadas. Atualmente, já se verificam influências da música moderna com o Jazz, o Pop e o Rock.

Camáron deu origem ao “Flamenco Fusion” e foi o mais popular e influente cantor do período moderno. Apesar do seu trabalho ter sido criticado pelos tradicionalistas, é considerado de grande importância por dar a conhecer às gerações mais novas a cultura do Flamenco.

O “Novo Flamenco” é uma mistura de Rumba, Salsa, Pop, Rock e Jazz.

Entre 1869 e 1910, durante a chamada época de ouro do Flamenco, este género artístico desenvolveu-se rapidamente nos chamados “cafés cantantes”. Os dançarinos também se tornaram numa das maiores atrações para o público desses cafés. Ao mesmo tempo, os guitarristas que os acompanhavam foram ganhando reputação e, dessa forma, nasceu, como uma arte própria - a guitarra do Flamenco. Julián Arca foi um dos primeiros compositores a escrever música flamenca, especialmente para guitarra.

A guitarra de Flamenco tradicional é feita de madeira de cipreste e abeto, é mais leve e um pouco menor que a guitarra clássica, com o objetivo de produzir um som mais agudo. O guitarrista mais famoso, neste âmbito, é Paco de Lucía.

Em 2010, o Flamenco foi reconhecido pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.

Conhecer e apreciar o Flamenco é mergulhar num mundo de emoções singulares e conhecer um espaço genuíno da alma espanhola.

 

Cristiana Teixeira, 7º 1

 

 

         





Por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Segunda-feira, 02 Abril , 2012, 16:07



No passado dia 7 de Março, a Escola E.B. 2,3 de Lamego contou com a grata presença de Alexandre Parafita, um escritor de raízes transmontanas, nascido em Sabrosa e autor de uma extensa obra publicada não só no domínio da literatura infanto-juvenil como também no âmbito do património oral português.

     Este encontro com o escritor, atividade inserida na Semana da Leitura realizada de 5 a 9 de Março, foi um momento dedicado a livros e a leituras, especialmente centrado no livro recentemente publicado “Magalhães nos olhos de um menino”, escrito a duas mãos, por um autor português – Alexandre Parafita e uma escritora brasileira – Simone de Fátima Gonçalves. Este livro recheado de emoções, que salienta a importância de uma figura histórica portuguesa pouco abordada pela nossa literatura – Fernão de Magalhães – bem como a ousadia e a coragem do povo português na época áurea dos Descobrimentos, foi a base para o desenvolvimento de atividades interdisciplinares entre Língua Portuguesa, História e História e Geografia de Portugal, com o apoio da Biblioteca Escolar.

     Nas duas sessões que decorreram com este escritor, alunos dos 2º e 3ºciclos desta Escola apresentaram atividades diversificadas que partiram quer de pesquisas efetuadas, quer da leitura do livro em foco ou de outros textos que com ele, de algum modo, estabeleciam uma relação de intertextualidade. Assim, no auditório da nossa Escola, pudemos desfrutar de momentos de grande beleza e riqueza cultural.

     Alunos do 5º3, com base num apurado trabalho de pesquisa e através da projeção de diapositivos, fizeram, com mestria, a apresentação das duas personalidades em evidência (Fernão de Magalhães e Alexandre Parafita), salientando dados biográficos relevantes de cada uma. O Clube de Teatro fez saltar para a sala personagens e autores do livro, proporcionando-nos instantes transbordantes de criatividade, originalidade, arte e geradores de boa disposição. O grupo de Jograis, constituído por alunos do 8º 2 e do 7º 1, num coro admiravelmente sincronizado, deu voz a Fernando Pessoa, lembrando a força e a importância do mar no sonho e na obra dos portugueses e recordando a morte de Fernão de Magalhães na viagem de circum-navegação. Alunos do 8º3 declamaram o poema “Os livros, companheiros leais”, transmitindo-nos a importância destes “amigos” inseparáveis no nosso trajeto de vida. Brindaram, também, os presentes com um poema da sua autoria – “Viagem pelo livro dos sonhos”. Alunos do 8º1 trouxeram até nós António Gedeão. Com o “Poema da malta das naus”, fizeram-nos recuar no tempo e, de forma sentida, trouxeram à memória a vida difícil, penosa dos marinheiros da época dos Descobrimentos, ao cruzarem os mares nem sempre hospitaleiros. Depois, foi a vez de um quarteto de alunos do 8º 2, em jeito coloquial, nos proporcionar um momento muito agradável, trocando impressões sobre algumas expressões que, após a leitura do livro “Magalhães nos olhos de um menino”, ficaram a tilintar nos seus ouvidos, na sua mente…

     Seguiu-se o espaço destinado à entrevista, aguardado por todas as turmas presentes, que tinham preparado cuidadosamente as questões que gostariam de colocar ao escritor. E assim aconteceu. Alexandre Parafita, salientando a pertinência e a inteligência evidenciada em algumas questões, saciou a curiosidade de todos, respondendo com clareza e visível agrado às perguntas apresentadas, enriquecendo os nossos conhecimentos.

     No final da sessão, o escritor agradeceu a maneira como foi recebido, os momentos raros que lhe proporcionaram e fez questão de salientar a elevada qualidade e a marcante originalidade dos trabalhos ali apresentados.

     E, antes de partirmos, tivemos direito a uma sessão de autógrafos.

     Foram momentos muito agradáveis, proporcionadores de imensa riqueza cultural e que ficarão registados na nossa memória.

 

 

 

Henrique Manuel Fernandes Mendes - 8º2

Rui Pedro Lopes Cardoso - 8º2


Por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Terça-feira, 27 Março , 2012, 14:17

 

 

Celebrou-se no passado dia 19 de Março o dia do pai. O dia da mãe há- de chegar e, tal como o do pai, a azáfama em torno da celebração será igual.

Reconhecidos como tal, o dia do pai ou da mãe não é nem deve ser apenas mais um dia ou uma mera lembrança. Não podem de forma alguma ficar-se tais dias pela mera formalidade, como pequeno reparo ao qual durante um dia se dá ou tenta dar uma atenção especial.

Devem ser (os dias) um marco constante na nossa vida, uma inesquecível marca ou talvez a outra face de nós mesmos, visto que transportamos pequenas coisas dos seres que nos ajudaram e ajudam a Ser.

Por outras palavras, somos produto do amor entre pai e mãe e, uma vez registada a patente fruto da relação entre esses dois seres maravilhosos (pai e mãe), eis-nos como prova da sua criação.

Geneticamente diferentes e ao mesmo tempo parecidos, representamos enquanto filhos a continuação do seu amor. Somos herdeiros de determinados condimentos que tornam eternas as suas vidas.

Como tal, celebrar o dia do pai ou da mãe é um exercício de todos os dias, pois pai e mãe existem todos os dias do ano e durante uma vida inteira. Mesmo nos casos em que a sua presença física já não seja possível, o registo por eles deixados (os filhos) são o motivo mais que suficiente para uma celebração ainda maior, talvez porque longe da vista, mas pertíssimo do coração.

Embora considere importante haver um dia dedicado ao pai ou à mãe, não deve tal dedicação ficar-se apenas só por um dia, antes, todos os dias da vida, da deles e da nossa.

Apesar do calendário contemplar um dia especial para o pai e para a mãe, se não tivermos em conta que todos os dias são especiais, então, de nada nos serve apenas um só dia. Isto porque um só dia é muito pouco, pouquíssimo, para quem vale muito mais…

A não esquecer: todos os dias são dias dos pais…

 

 

Jorge Almeida


Por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Sábado, 17 Março , 2012, 22:45

Honrados por pertencermos ao Grupo de Artistas Lamecenses Amadores



No dia 25 de fevereiro de 2012, pelas 21h30m, no Teatro Ribeiro Conceição (TRC), decorreu um espetáculo de variedades organizado com o objetivo de angariar fundos para apoiar “Andebol Club de Lamego” que, há mais de duas décadas, aposta na formação de jovens.

Este espetáculo contou com a participação de um grupo de artistas lamecenses amadores (G.A.L.A.), que proporcionou agradáveis momentos musicais, de poesia, de recitação em coro, de humor…

Alguns alunos do 7º1 e do 8º2 da Escola E.B. 2,3 de Lamego, que formam o grupo dos Jograis onde nós estamos integradas, também participaram neste evento, a convite da organização. E, porque os espetáculos, para os intervenientes, também constam dos momentos anteriores e posteriores, queremos deixar, aqui, um breve apontamento desses instantes.

Começamos por dizer que os breves momentos de ensaio, no TRC, à tarde, nos permitiram a integração na conjuntura do programa. À noite, tivemos um bom acolhimento, com direito a um camarim muito bonito, onde pudemos guardar algumas peças de vestuário e organizar momentos de concentração e as necessárias preparações antes das nossas atuações.

O nosso grupo, o dos Jograis, entrou em palco duas vezes. Na primeira, recitámos, em jeito de coro grego, dois poemas: “A rua das rimas”, de Guilherme de Almeida, e “No comboio descendente”, de Fernando Pessoa; na segunda, demos voz coletiva aos poemas “Estudo de concerto”, de Rui Afonso, e “Todas as cartas de amor são ridículas”, de Fernando Pessoa. A adrenalina que se fazia sentir nos momentos prévios à entrada em palco era imensa, mas, ao mesmo tempo, saudável. A ansiedade e o nervosismo invadiam-nos, pois queríamos dar o nosso melhor, não só pela responsabilidade que sentíamos de estar a representar a nossa Escola, de certa maneira, como também pela vontade de corresponder com qualidade e reconhecimento ao convite que nos tinha sido feito e à presença de todos os que ali se encontravam.

Pensamos ter alcançado os nossos objetivos, pois conseguimos transmitir a nossa mensagem, captar a atenção do público, que nos aplaudiu calorosamente e, no final, nos dirigiu generosos elogios.

O Coro Infantil da Academia de Música de Lamego, onde estão integrados vários colegas nossos e de outras escolas da cidade e da região, também participou neste espetáculo e, mais uma vez, brindou o público com uma magnífica atuação. Interpretando a canção “O mundo quer viver em paz”, da autoria do Professor Gervásio Pina, que lembrava a importância de o homem viver em harmonia com a natureza, encantou os espetadores com as suas vozes melodiosas, cristalinas, afinadas e que, ora a solo, ora em perfeito convívio, no seu conjunto admiravelmente sincronizado, proporcionou um momento musical maravilhoso, onde se destacava a qualidade, a postura e o gosto daqueles pequenos grandes artistas lamecenses.

O espetáculo terminou com a presença de todos os intervenientes em palco, proporcionando alegres momentos de confraternização entre os participantes e de agradável interação com o público.

À saída, foi muito gratificante ouvir comentários de apreço sobre a nossa prestação e saber do reconhecimento das pessoas pelo nosso trabalho e desempenho.

No final, ficou a agradável sensação do dever bem cumprido, como costumamos dizer: “um sabor agradável na boca”! Gostaríamos, também, de referir que foi muito agradável este encontro intergeracional, que proporcionou que o palco do TRC, naquela noite, fosse o local de encontro de artistas lamecenses de várias gerações, desde os mais jovens aos… menos jovens.

Não podemos terminar sem agradecer o convite que nos foi dirigido. Ficámos muito honrados pelo facto de ter contribuído para esta causa e contentes por partilhar com a Comunidade algo que é fruto de um projeto, de um trabalho que desenvolvemos com muito gosto, empenho e dedicação. Foi, sem dúvida, uma experiência enriquecedora e inesquecível!

[As fotos foram cedidas pelo Teatro Ribeiro Conceição]

 

Catarina Ferreira Rebelo

Maria Manuel Saraiva Rodrigues

Mariana Filipa Oliveira Coelho

8º2



Por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Terça-feira, 06 Março , 2012, 22:33

E, porque todos os dias são bons para celebrar a amizade, o amor, a afetividade, chegaram ao nosso Ponto de Encontro algumas manifestações de carinho dirigidas aos mais diversos destinatários…

 

 


Por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Sexta-feira, 02 Março , 2012, 00:48

Muitas vezes, a leitura e a escrita abrem-nos as portas da imaginação e da criatividade e nós viajamos pelas autoestradas do mundo. Um mundo nas suas diversas facetas: ora alegre, ora triste, ora moderno, ora antigo, ora hospitaleiro, ora cruel, ora direito, ora… ao contrário...

 

O mundo ao contrário e multas em contramão…

 

Em Nova Iorque, uma sombra corria entre os candeeiros da rua. Era de noite e a sombra esgueirou-se, de repente, para um beco sem saída. Logo a seguir, desapareceu… Esta sombra pertencia a João, um cientista que estava a um passo de criar o melhor invento do mundo…, o “Transportader”! Contudo, o último passo correu mal para ele e para o seu colega de equipa, Zeca, e foram parar a um mundo especial: o mundo ao contrário!

Quando acordaram, vestiram-se ao contrário com as pernas nas mangas da camisa e os braços nas pernas das calças! Um bocado confusos, saíram do laboratório com as mãos a fazer de pés e, uma vez na rua, ainda se espantaram mais, pois…

            Nova Iorque estava ao contrário! Tudo estava de pernas para o ar! Perplexos, leram uma placa que se encontrava próximo:

“!Iorque Nova a Bemvindos”.

Estava ao contrário! De noite, surgia o Sol e, de dia, a Lua! As pessoas vestiam-se todas da mesma forma, ao invés! De dia, os candeeiros acendiam e, de noite, apagavam! Os relógios mostravam a meia-noite quando era meio-dia!

-!contrário ao habitantes, dia Bom (Bom dia habitantes ao contrário!) – saudou um senhor.

- ? chama se Como – perguntou João.

-? “contrariês” Fala – inquiriu o colega, Zeca.

- !falo, Sim  – respondeu prontamente.

            - ?mundo outro  ao regressa se Como

-!Torre do Palácio do rei do provas três  resolver de terão, voltarem Para

- ?isso fica Onde

- Ali! – respondeu o homem, apontando para a torre do palácio.

Correram para lá.

Chegaram e a primeira prova consistia em darem um mergulho na piscina.

-?estado neste mergulho  um dar vamos que é Como – sussurrou Zeca a João.

- .sei Não – respondeu o amigo, preocupado.

- !andamos quando roda uma fazemos que Parece

- !mergulhar para roda uma Faz  É isso! Roda.

O plano resultou e passaram à segunda prova: dizer os números até dez e as letras até ao P.

-  !fácil é Isso – declarou Zeca – 1, 2, 3 …

- !errado Está – gritou de imediato o rei.

- ?quê O – questionou Zeca.

- !comigo Deixa – pediu o João - ! 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1! P, O, N, M, L , K,  J, I, H, G,  F, E , D, C, B, A.

Mais uma vez, tinham conseguido superar a prova.

Como etapa final, deveriam apresentar ao rei uma adivinha em “contrariês”. Se o monarca não conseguisse resolvê-la, teriam direito ao bilhete de regresso ao mundo “normal”…

E a adivinha surgiu.

-?amarelas e pretas riscas às quadrado é que O – inquiriu o Zeca.

- !sei Não – respondeu o rei, atónito.

Os dois amigos disseram a resposta em coro:

- !pretas  e amarelas riscas às quadrado Um.

O rei riu-se, achando graça à resposta e… quando os dois amigos acordaram tudo voltara ao normal.

Apesar de terem passado uma bela aventura, ficaram aliviados…

- Nunca tinha pensado que era tão difícil ler da direita para a esquerda! – comentou o João – Agora, que já treinámos um bocadinho, vamos brincar um pouco, de vez em quando, e ler, escrever e falar em “contrariês”? – sugeriu animado com a ideia.

- Não! – respondeu imediatamente Zeca – Podemos apanhar uma multa.

- Uma multa?! – admirou-se João.

- Sim, uma multa por circular em contramão na  AL  (Autoestrada da Leitura) e AE  (Autoestrada da Escrita)!

E os dois amigos riram com vontade (mas não ao contrário!). Há que respeitar as regras para evitar as multas…

 

Pedro Gomes, 5º7


Por Cidália Loureiro e Lídia Valadares | Sábado, 25 Fevereiro , 2012, 19:21

No dia 2 de Fevereiro de 2012, o Departamento de Matemática e Ciências Experimentais com a colaboração do Departamento do 1.º Ciclo do Ensino Básico organizou o XIV Campeonato do Jogo do 24, com a participação de 160 alunos dos 1.º, 2.º e 3.ºciclos do Ensino Básico do Agrupamento Vertical de Lamego.


Os intervenientes que se destacaram nesta atividade pelo seu excelente desempenho falam de momentos vividos, sentidos…     

 

Jogo do 24

 

Este texto fala do jogo do 24 em que participei e do que eu senti.

Saí do Centro Escolar e fui para a Escola EB2/3. Estava muito nervosa, mas os outros que me rodeavam não pareciam estar melhor. A primeira fase teve duas voltas. Na primeira ganhei aos que estavam na minha mesa. Na segunda volta estava com colegas diferentes e voltei a tremer de ansiedade e nervosismo. Aí joguei melhor porque estava mais confiante.

Tivemos um pequeno intervalo e depois voltamos ao jogo para a segunda e terceira fases. Havia ainda dezasseis alunos em jogo, distribuídos por quatro mesas. Eu estava na mesa 1 com o meu companheiro de sala, o Gonçalo. Voltava a estar ansiosa, pois estava em jogo a passagem à última fase. Mas acabei por ir à final!

Entrámos num espaço diferente, o auditório, onde iriam decorrer as competições finais e aí sim: fiquei mesmo muito nervosa! Nem conseguia ficar com a mão sem tremer, mas acalmei-me porque queria ganhar. Chamaram-me e eu já estava mais calma. E como estava calma, ganhei. Fui a campeã dos alunos do primeiro ciclo do nosso agrupamento.

Ganhei um troféu que vou guardar com muito carinho. Todas as pessoas que eu adoro ficaram muito contentes e deram-me muitos parabéns. 

 

Ana Carolina Cabral – (C. E. Lamego: 4º A) – Aluna vencedora do 1.º CEB –


Campeonato do Jogo do 24

 

Olá! Neste texto vou contar-vos como foi o Campeonato do Jogo do 24.

Vamos recuar um pouco no tempo. Tudo começou no dia anterior ao campeonato, um dia simplesmente normal. Bem, não assim tão normal, pois havia uma pequena diferença – é que eu estava bastante ansiosa!

Quando saí da escola, fui para casa estudar e, à noite, pedi ajuda ao meu pai para, através da internet, resolver algumas cartas do jogo do 24.

No dia seguinte, aí sim, estava mesmo nervosa… nem tinha apetite para comer! Apesar disso, obriguei-me a  tomar o pequeno-almoço e fui para a escola. Depois de ter participado nas primeiras fases e após muitas jogadas cheguei à final, a qual decorreu no auditório da Escola. Por fim, chegou a altura da entrega de prémios, onde todos os meninos venceram por participarem!

Eu diverti-me muito neste Campeonato do Jogo do 24!

  

Carolina Raquel Gomes – (EB2,3: 5º6, n.º 9) – Aluna vencedora do 5.º Ano –

 


Horas de Matemática, horas de reflexão e de partilha

Desde o início do ano letivo que sou uma aluna assídua no Clube de Matemática. Um clube destinado a qualquer aluno que queira desenvolver o seu cálculo mental, tal como eu. Inscrevi-me neste clube com grandes expetativas. Logo de início, começámos a treinar o Jogo do 24. Este jogo, rico e interessante, já o conhecia de anos anteriores e, por isso, foi-me fácil resolver a maior parte dos desafios proporcionados pelas cartas, mas também senti algumas dificuldades! Houve cartas que me deram bem que pensar… Estávamos, afinal, a treinar para o Campeonato do Jogo do 24, que se iria realizar no segundo período.

Chegou o dia! Um mês depois do início do segundo período, 2 de Fevereiro de 2012, o campeonato iniciou-se às nove horas da manhã. No início, eu estava bastante ansiosa e excitada. A primeira parte da primeira fase foi resolvida sem grandes dificuldades, apesar de estar a jogar contra um colega que era muito bom e pensador. Fiquei muito feliz por ficar em primeiro lugar na minha mesa. De seguida, mudei de mesa e também de adversários. Nesta segunda parte da primeira fase estava mais confiante. Rapidamente, eu e os meus colegas, resolvemos todas as cartas, exceto uma que acabamos por não conseguir descobrir. Era mesmo difícil!

Chegou o merecido intervalo! Passaram quinze minutos a correr, e ainda bem… É que a tarefa ainda estava a meio.

Entrámos de novo no refeitório, para realizar a segunda e terceira fases. Estava nervosa – aquele nervoso miudinho que nos rouba a calma e a tranquilidade. Vários alunos foram sendo eliminados, ao longo do campeonato, até ficarem quatro que haveriam de disputar a final. Devido à minha prestação nas três fases, fui uma das quatro finalistas do sexto ano. Apesar de me sentir sempre muito confiante, nunca pensei chegar tão longe. A concorrência era de enorme qualidade. Estava muito feliz! É claro, os nervos voltaram a atacar.

A final realizou-se no auditório da Escola. Estava sentada na primeira cadeira dos finalistas, tal como no ano passado. Assim que as cartas começaram a ser projetadas num grande ecrã, comecei a transpirar das mãos de tão nervosa que estava. Era também o peso da responsabilidade, pois eu queria fazer boa figura… Durante quinze minutos joguei o melhor que consegui e sabia. No final estava satisfeita com a minha prestação, contente por ter alcançado um dos objetivos – repetir o triunfo do ano letivo passado. Adorei participar no Campeonato do Jogo do 24 e tirar uma fotografia com os meus companheiros vencedores, já com o troféu na mão! Afinal, os nervos não tinham razão de existir…

Foram horas de Matemática bem passadas!                                  

 

Bárbara Rodrigues – (EB2,3: 6º 5, n.º 3) – Aluna vencedora do 6.º Ano –

 


O Ponto de Encontro dá os parabéns a todos os participantes e dinamizadores do Concurso, duplos parabéns aos vencedores e manifesta orgulho pelo desenvolvimento destas atividades!


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“O prazer de ler e de escrever não é um acto solitário, é uma forma de entrar em relação com o outro, de partilhar uma paixão.” Cláudia Freitas, Leituras Cruzadas
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